03.29.09

Sejam Bem-Vindos à Minha Casa

Enviado em Frases soltas às 19:28 por Taisa Prado

105_03909-preto-e-brancoTudo bem, verdade seja dita, talvez não valha tanto assim perder o “precioso” tempo de vcs para acessar este blog, mas quando não estiverem fazendo nada; estiverem assim, como se diz, de bobeira, acessem e sejam solidários comigo.
Não reparem na bagunça… afinal, ele ainda está no começo, mas espero que eu consiga sempre compartilhar um pouco de mim com vcs através dele pois quero que ele seja de verdade a minha casa. Quero que ele seja uma casa acolhedora e tão cheia de tantas coisas; onde a cada passo um livro é encontrado e em cada gaveta novas informações surjam. A cada estação do rádio ligado uma notícia diferente se ouça e uma música toque e assim, escrevendo, lendo e falando sobre tudo, não nos prendamos a nenhum compromisso, mas sejamos livres para falar sobre o que gostamos e sobre o que quisermos mas presos  ao que é justo.

10.11.09

CARIDADE

Enviado em Crônicas tagged às 14:25 por Taisa Prado

Durante os feriados e fins de semana é quando percebemos de forma mais evidente a caridade das pessoas. Acha que não? Aqui vai alguns exemplos:

OS VIZINHOS:
Para que pessoas mais caridosas que os vizinhos? No fim semana, que é quando existe alguma possibilidade de descanso e de repor um pouco do sono perdido, eis que eles com toda a caridade, compartilham conosco suas músicas. E como não são egoístas, não querem ouvir sozinhos, aumentam o volume no último (alguns até colocam as caixas de som para fora). E compartilham entre eles também. São músicas para todos os gostos. Ninguém fica de fora. É funk, samba, pagode, forró, gospel, etc. O fato de tocar tudo ao mesmo tempo é só um detalhe. Bons tempos aqueles quando compartilhávamos apenas algumas xícaras de açúcar…

OS MOTORISTAS:
São caridosos que não querem passear sozinhos, passam com seus carros de forma a levar quem mais estiver na rua junto.

TRANSPORTE COLETIVO:
Saúdam a confraternização universal. Com a frota de ônibus, trens e metrôs drasticamente reduzida o jeito é todo mundo ficar junto nos pontos e estações conversando.

TORCIDAS:
E quando tem futebol? Não dá para ficar neutro. As torcidas vão fazer a sua casa vibrar a cada gol.

CONVERSA ESTRANHA

Enviado em Crônicas tagged às 14:15 por Taisa Prado

Na volta do curso passei por dois rapazes que conversavam:

_ Eu até gosto de música parada, desde que tenha sentido.

SENTIDO: Lado, direção.

Bem, sob a ótica do verbete, essa conversa ficou meio “sem sentido”, não?

O ESTRANHO USO DO PLURAL

Enviado em Família tagged às 14:01 por Taisa Prado

Meu marido usa o plural de forma singular:

No supermercado:

_ Amor, o que vamos jantar? – leia-se: mulher, o que vai ter para eu comer?

_ Não sei, alguma sugestão?

_ Vamos levar uma carne e legumes para cozinharmos. Leia-se: vamos levar carne e batata para você fazer.

09.18.09

Mea Culpa

Enviado em Frases soltas às 23:07 por Taisa Prado

Sou a maior culpada por ser assim: eu mesma.

As escolhas que fiz, os caminhos que tomei, foram eles que me conduziram ao meu estado atual.

Sou tão culpada quanto as circunstâncias, mas que escolha eu tinha diante delas?

08.09.09

Este Inferno de Amar – Almeida Garrett

Enviado em Outros Poemas às 20:50 por Taisa Prado

Este Inferno de Amar

Este inferno de amar — como eu amo!
Quem mo pôs aqui n’alma… quem foi?
Esta chama que alenta e consome,
Que é a vida — e que a vida destrói —
Como é que se veio a atear,
Quando — ai quando se há-de ela apagar?
Eu não sei, não me lembra; o passado,
A outra vida que dantes vivi
Era um sonho talvez… — foi um sonho —
Em que paz tão serena a dormi!
Oh! que doce era aquele sonhar…
Quem me veio, ai de mim! despertar?

Só me lembra que um dia formoso
Eu passei… dava o Sol tanta luz!
E os meus olhos, que vagos giravam,
Que fez ela? Eu que fiz? — Não no sei
Mas nessa hora a viver comecei…

Almeida Garrett (1799-1854)

RETRATO – CECÍLIA MEIRELES

Enviado em Outros Poemas às 20:13 por Taisa Prado

Eu não tinha este rosto de hoje,
assim calmo, assim triste, assim magro,
nem estes olhos tão vazios,
nem o lábio amargo.

Eu não tinha estas mãos sem força,
tão paradas e frias e mortas;
eu não tinha este coração que nem se mostra.
Eu não dei por esta mudança,
tão simples, tão certa, tão fácil:
- Em que espelho ficou perdida
a minha face?

Cecília Meireles

TRILHA SONORA

Enviado em Crônicas às 18:43 por Taisa Prado

Não tinha mais tanta pressa para chegar… Pelo contrário, meus passos se tornaram lentos e fui dando espaço para que o senhor que estava atrás de mim pudesse passar.  Agora eu ia pé ante pé, observando tranqüilamente cada pedaço de chão sob meus pés… tudo para ouvir até o último acorde da música que tocava em meus fones de ouvido. Foi só a música começar a tocar, uma música que há algum tempo eu não ouvia, tão cheia de melodia e som envolventes que fizeram com que tudo o mais não fosse tão urgente e tão importante que não pudesse esperar. E assim, ali na calçada, eu ia contando as folhas secas no chão e agradavelmente deixava até as fileiras de formigas passarem, tudo para curtir com mais intensidade o som e deixar a vida rolar. As coisas ganham mais cores e tornam-se melhores com trilha sonora …

06.19.09

AS OSTRAS E AS PÉROLAS

Enviado em Frases soltas tagged às 20:44 por Taisa Prado

Por vezes é preferível manter-se como uma ostra a sair por aí abrindo a boca e soltando pérolas.

Admiro as ostras, mas preciso admitir que muitas vezes sou uma estrela do mar, com sua beleza e brilho peculiares; um pepino do mar, importante para a fauna e flora marinha mas quem é que quer de verdade um em seu aquário? Às vezes, água viva, com uma beleza ácida que atrai e queima seu inadvertido espectador. Nem toda ostra produz pérolas, mas toda pérola provém de uma ostra a qual por estímulos externos aberta foi e a pérola assim não evitou.

06.06.09

A FANTÁSTICA LOJA DE DEPARTAMENTOS

Enviado em Coisas que gosto, Crônicas tagged , às 22:27 por Taisa Prado

Que poder incrível tem uma loja de departamentos!

Você já se sentiu quase que intimidado por uma loja de departamentos? De forma quase inconsciente acha que se não levar estará sendo negligente?

Some as respostas afirmativas para as colocações abaixo:

01 – Quando do lado de fora, fica incomodado com o monopólio de tais lojas e como elas acabam “engolindo” os pequenos comércios ou aqueles mais direcionados; mas, quando entra em uma delas acha que são uma das melhores coisas já inventadas, são práticas, rápidas, nos fazem economizar muito tempo e suprem todas as nossas necessidades.

02- Mesmo já sabendo de cor todos os setores, sempre percorre os mesmos corredores só para dar uma olhadinha nas novidades, e sempre fica com uma expressão de quase perplexidade, boca aberta, olhinhos brilhando… e pronto, mais um item para a sua cestinha.

03- São excelentes recursos para a boa memória. A cada nova prateleira, “se lembra” de alguma coisa que estava mesmo precisando comprar, e ainda fala: _ Nossa, ainda bem que me lembrei disto!

04- A sensação de “como que eu consegui viver até agora sem isso?” é freqüente.

05- A sensação de “como a humanidade sobreviveu até agora sem isso?” é freqüente e resolve falar para os amigos sobre o super-produto.

06- Não satisfeito com a resolução de falar para os amigos, resolve levar mais algumas unidades para alguns deles.

07- É com alegria que vê que muitas delas estão na rede e então você poderá comprar de casa aquilo que não comprou pessoalmente.

08- Acha que é como se se antecipassem às suas necessidades e o melhor jeito de agradecer é levar algum produto; em algum momento você vai poder precisar daquilo.

Para cada resposta afirmativa, some um ponto:

de 05 a 08 pontos: Seja bem vindo ao clube AMAMOS AS LOJAS DE DEPARTAMENTOS

de 03 a 04 pontos: Já está preenchendo a ficha de inscrição para o clube.

de 0 a 02 pontos: Você viu vida quando passou por Marte?

 

SUPER SINCERA

Enviado em Frases soltas tagged , às 21:43 por Taisa Prado

Mas que crise de sinceridade! Por favor, não me levem a mal, não é que eu seja desonesta, mas é que ultimamente não consigo esconder a verdade, e de repente me vejo fazendo confidências à primeira pessoa que aparece, tipo assim: a pessoa ao lado no banco do ônibus, algum cliente que atendo, enfim, boas pessoas, mas desconhecidas… e tudo isso porque simplesmente me fazem alguma pergunta e a única resposta que me sinto autorizada a dar é a verdade. Caso não dissesse me sentiria enganando e sendo desleal (comigo e com o outro ser humano que se dignou a me fazer tal pergunta). Talvez com isso eu queira estar de tal forma transparente nas minhas ações que não precise ficar dando maiores explicações (que pelo post anterior já perceberam que não gosto muito…); bem, não sei se é isso, ou alguma carência e vontade de conversar sem grandes censuras por parte de meu interlocutor, só sei que não consigo mais ficar indiferente diante de perguntas, mesmo às informais e as feitas “só por educação”. E como uma super-sincera vou respondendo e talvez até constrangendo a pessoa: _ E aí, o que achou do novo chefe?; _ Gostou da apresentação do meu irmão?; _ É horrível este frio, não?; _ Fiquei bem, você não acha?; _ Mas e você? Quer? 

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